Esta dissertação (ainda não defendida em banca pública, site publicado para testes e avaliação) faz parte da entrega final do Mestrado Profissional em Comunicação Digital e Cultura de Dados do Programa de Pós-graduação em Comunicação, Sociedade e Cultura Digital da Fundação Getúlio Vargas - Rio de Janeiro
O trabalho investiga as inteligências artificiais generativas (IAGs) a partir da linguagem natural via prompts como campo de disputa política, comunicacional e estética. Parte-se da hipótese de que o contexto sociotécnico digital contemporâneo, em seu amplo ecossistema de automação da linguagem, reorganiza regimes de verdade, autoria e produção de sentido, deslocando a agência humana para infraestruturas digitais privadas, opacas e extrativistas. Propõe-se o conceito de Prompter Hacker como prática crítica de interação com IAGs, compreendendo o prompt como gesto implicado e insurgente, e não como técnica de performance. A metodologia articula ensaio teórico, experimentação artística e análise de conteúdo, tendo como proposta de atuação a matriz simbólica PACTO (Provocação, Abstração, Contradição, Transformação e Ocupação). Os resultados indicam que práticas críticas tensionam a homogeneização estatística dos grandes modelos de linguagem (Large Language Models - LLMs), produzindo deslocamentos éticos, estéticos e discursivos nos próprios processos de mediação entre sujeitos, linguagem e sistemas generativos. O estudo assume caráter experimental e compreende a ocupação crítica das infraestruturas generativas como horizonte de pesquisa futura e ação coletiva.